terça-feira, 14 de maio de 2013

Sonhos de uma madrugada qualquer

O portão estava trancado, a porta aberta. Ela estava na varanda. Ele pulou o muro. Ele entrou, trancou a porta. Apagou as luzes da sala. Ela sentiu o coração palpitar, quando de repente... Um forte abraço lhe esquentou. O corpo transpirava emoção e desejo. Ela sabia que era ele. Fechou os olhos e como quem não quer nada deixou a alça do vestido deslizar sobre seu ombro. Ele lhe deu um beijo no pescoço e a levou para o quarto. A porta da varanda trancou com o vento que parecia sair de dentro dela. A cama pequena se tornou o universo. Os lençóis viraram água do mar. O calor foi aumentando. Agora estavam frente a frente. Olhando fundo e sentindo algo inexplicável. Ali se amaram e se entregaram completamente, como nunca havia acontecido. A dor que havia se foi. O amor fortaleceu. Adormeceram... Ela acordou e ele não estava mais ao seu lado. A dor voltou forte, mas logo passou quando o melhor café chegou em seu quarto. Lá estava ele, com flores e muito sentimento. Cigarros e bebidas não foram necessários para anestesiar. O desejo do momento falou mais alto e calou os erros. Se amaram durante horas e dias, e ainda restou amor para dar. Se o destino permitir, se encontrarão novamente e esse sonho irá continuar...

(Escrito às 3 horas da manhã por uma garota, deitada numa cama composta por um corpo, mas vazia, pois ali faltava metade dela, faltava ele...)

(Gerlania Almeida)

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